Celebramos nesta quinta-feira (10/10) Santo Tomás de Vilanova

Hoje lembramos e rezamos, com toda a Família Agostiniana Recoleta, Santo Tomás de Vilanova.
Como frade agostiniano e, mais tarde, como arcebispo, ele conquistou a reputação de ter feito grande caridade, promovido os estudos e encorajado o trabalho missionário.
Santo Tomás deu de comer aos que tinham fome e acolheu os sem-teto em sua própria casa. Impulsionou sobremaneira os estudos, principalmente na Ordem dos Agostinianos Recoletos, sendo considerado o padroeiro dos estudos que nela se realizam. Sustentou igualmente a atividade missionária da Ordem na evangelização do continente americano.

Confira as palavras de frei Miguel para esta dia:

O Prior provincial emite uma saudação aos religiosos por ocasião da festa de Santo Tomás de Vilanova e do aniversário do 36° Capitulo provincial. Frei Miguel Hernández, Prior provincial da Santo Tomás de Vilanova dirige-se, de Belém do Pará (Brasil), aos religiosos da Província por meio de uma circular.

Nela saúda os frades pela festa de Santo Tomás de Vilanova e pelo aniversário do histórico 36° Capítulo provincial que incorporou as Províncias São José e Santa Rita à atual Santo Tomás de Vilanova.

Aniversário do 36° Capítulo provincial

Sobre este último acontecimento, Frei Miguel Ángel afirmaNo próximo dia 10 de outubro completa-se um ano do último Capítulo Provincial que trouxe como novidade a incorporação das Províncias de São José e de Santa Rita à Província de Santo Tomás de Vilanova, e também a mudança da sede da Cúria Provincial de Madri para o Rio de Janeiro. É o que durante alguns anos vínhamos chamando de Restruturação da Ordem. Hoje esta nova realidade provincial vai abrindo caminho e vai se consolidando, me atrevo a dizer, com toda normalidade”.

Realça também o esforço dos religiosos porque saíram de sua zona de conforto para abraçar novas realidades e irmãos desconhecidos até o momento”. O agostiniano recoleto adverte que este processo mal tem começado: que mal demos os primeiros passos no caminho da reestruturação, mas não podemos perder de vista que o objetivo da reestruturação é a revitalizaçãoReestruturamo-nos para revigorar-nos. Se mudamos as estruturas, mas não mudamos de mentalidade, se não mudamos algumas atitudes e principalmente se não mudamos o coração, teremos feito muitos esforços para nada. Seremos mais religiosos, com mais campos de trabalho, vivendo como sempreafirma Frei Miguel.

A figura de Santo Tomás de Vilanova

O prior provincial, também, diz que Santo Tomás de Vilanova é um modelo a ser seguido quando se fala de reforma ou reestruturação: Santo Tomás de Vilanova, cuja festa celebraremos no próximo dia 10 de outubro, tem muito a nos ensinar quanto ao tema da revitalização, ainda que naquela época preferiam falar de reforma, mas que, no fundo, procuravam os mesmos objetivos: isto é, resgatar o sentido profundo de nossa vida, encher de Deus tudo o que esvaziamos de Deus: autenticidade de vida, radicalidade evangélica, recuperar o encanto e o entusiasmo do primeiro amor, sair da acomodação, deixar de contemporizar com os critérios e mentalidade do mundo”.

Citando a Santo Tomás de Vilanova, recolhe três eixos que tornaram possível este trabalho: A renovação espiritual e moral do homem, a formação e preparação dos futuros sacerdotes, a evangelização do povo.

Além disto, o Prior provincial propõe aos religiosos três atitudes para que esta incorporação de Províncias e revitalização tenham efetividade:

Primeiro exorta a uma conversão do coração: “Por mais que reformemos estruturas se não reformarmos os corações não teremos feito outra coisa, senão construir sobre areia e passar um verniz em nosso homem velho. (…) Para Santo Tomás o início de toda conversão brota do arrependimento, que surge do autoconhecimento sincero: O conhecimento faz brotar o arrependimento e a dor. Iluminado por esta ciência, o pecador converte o riso em pranto, o canto em lamentação, o gozo em pena, e começa a sentir desagrado pelo que antes apreciava, de forma que chega a odiar especialmente o que especialmente procurava (…). Com o arrependimento se acende a luz, com a emenda arde, com a diligência brilha: assim irá se renovando interior e exteriormente”.

Depois fala da formação (permanente): “Santo Tomás entendeu perfeitamente que é impossível reformar sem formar. No estudoprincipalmente das Sagradas Escrituras, é onde os religiosos acham luz para seu entendimento, ardor para sua vontade e fôlego na observância religiosa”.

Igualmente, Hernández sustenta a importância da evangelização como complemento das recomendações anteriores: “O Evangelho é para os caminhos. A evangelização tem que cheirar o pó dos caminhos. Não esqueçamos que o nome que os seguidores receberam de Jesus foi “os do Caminho”, foi o nome que eles mesmos se deram a si, e isso reflete como eles se viam e se entendiam”.

E, por último, pede “Que a Virgem Maria, de quem era terno devoto, seja para nós como diz o Santo:  o modelo familiar e quotidiano de vossa vida; tenham-na sempre e em todos os lugares presente ante vossos olhos, honrem-na, amem-na, supliquem a ela com insistência, sigam-na, rendam-se a ela com inteira devoção. Repassem com assiduidade este livro de pureza, escrito pelo dedo de Deus por dentro e por fora; leiam nele a santidade, leiam o recato, a prudência, a caridade, a mansidão, a humildade; em uma palavra, leiam a plenitude de todas as virtudes.

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