Advento e Natal: Tempo de Alegria e Esperança

Como visto na última edição do Semente de União, em novembro terminou mais um tempo litúrgico, e agora em dezembro, damos início a outro ano. Esse momento de transição litúrgica é uma ocasião propícia para refletirmos sobre a nossa vida cristã e a missão na Igreja e no mundo.

Nesta edição, convidamos o frei Ademildo, para nos ajudar a entender melhor como viver esse período. E para começar nossa reflexão, as palavras iniciais são: alegria e esperança! É assim que devemos iniciar este ano litúrgico, pois o Advento é acima de tudo a liturgia da esperança.

“Mas uma esperança que mantém o nosso olhar em duas direções: a primeira direção é para o céu, para o qual, em oração confiante, clamamos pela vinda gloriosa do Senhor: “Vem, Senhor Jesus”; a outra direção é para a terra, a sociedade e as pessoas, diante das quais pedimos ao Senhor a sua luz para que possamos reconhecer a sua presença humilde e concreta entre nós”, explica.

Um dos prefácios próprios do Advento, o primeiro A (I A), expressa claramente essas duas direções da espiritualidade do Advento: “Vós preferistes ocultar o dia e a hora em que Cristo, vosso Filho, Senhor e Juiz da história, aparecerá nas nuvens do céu, revestido de poder e majestade[…] Agora e em todos os tempos, ele vem ao nosso encontro, presente em cada pessoa humana, para que o acolhamos na fé e o testemunhemos na caridade, enquanto esperamos a feliz realização de seu Reino”.

O nosso vigário nos lembra que Maria é a melhor testemunha da espiritualidade desse tempo, uma vez que, declarando-se “serva do Senhor”, não encontrou melhor forma de expressar isso senão indo depressa à região montanhosa da Judeia para servir sua prima Isabel. “Maria viveu uma esperança ativa, caridosa e serviçal, sendo, portanto, um exemplo para nós na espera pelo Senhor”, completa.

Se o Advento é o tempo da Esperança pela vinda do Senhor, Natal é o tempo da realização da promessa, da alegria pela encarnação do Filho de Deus no seio da humanidade. Como diz São João: “O Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós”.

“Resgatemos, portanto, a espiritualidade própria do Advento e do Natal e a celebremos dignamente. E que assim, o Filho de Deus faça sua morada na nossa vida, nas nossas famílias, nas nossas comunidades e em toda sociedade, trazendo paz, esperança e alegria”, finaliza frei Ademildo.

*Texto publicado no Informativo Paroquial Semente de União edição 281 de dezembro de 2019

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