Crisma

Também chamado de Confirmação, o Crisma constitui, junto com o Batismo e a Eucaristia, o grupo dos sacramentos de Iniciação Cristã. Nos recorda o Catecismo da Igreja Católica que, por este sacramento, os fiéis “são mais perfeitamente vinculados à Igreja, enriquecidos com uma força especial do Espírito Santo e deste modo ficam mais estritamente obrigados a difundir e a defender a fé por palavras e obras, como verdadeiras testemunhas de Cristo”.

Os efeitos da Crisma são um crescimento e aprofundamento da graça batismal: “enraíza-nos mais profundamente na filiação divina, que nos leva a dizer «Abba! Pai!» (Rm 8, 15); une-nos mais firmemente a Cristo; aumenta em nós os dons do Espírito Santo” (Cf. CIC 1303). Frei Sérgio Sambl reforça que a Crisma “também nos deixa uma marca indelével, assim como no batismo, um sinal espiritual perene em nós após o termos recebido, de forma que uma vez Crismados o seremos para sempre”.

Todo cristão batizado pode e deve receber o sacramento da Confirmação, pois, sem ele, a iniciação cristã fica incompleta. Na preparação para o Crisma, se busca conduzir o crismando a um maior conhecimento de Jesus Cristo e o Espírito Santo, e conhecer a Igreja e crescer o sentido de pertença à mesma.

Ungidos – Um dos sinais empregados para a Crisma é a unção, porque esta remete ao Antigo Testamento – quando eram ungidos os Reis, Sacerdotes e Profetas – mas nos leva a enxergar o Cristo como o ungido do Pai, o Messias, que ao subir aos céus envia o Espírito Santo à Igreja. “Bem cedo, para melhor significar o dom do Espírito Santo, se acrescentou à imposição das mãos uma unção com óleo perfumado (crisma). Esta unção ilustra o nome de «cristão», que significa «ungido», e que vai buscar a sua origem ao próprio nome de Cristo, aquele que Deus ungiu com o Espírito Santo.” (CIC 1289). Para receber a Confirmação, é preciso estar em estado de graça. “Portanto, convém que previamente se recorra ao sacramento da Penitência para ser purificado. Convém também que os candidatos procurem a ajuda de um padrinho ou madrinha. Estejamos atentos, pois esta função traz muita responsabilidade e possui suas exigências” destaca frei Sérgio. De acordo com o Código de Direito Canônico n.874, o padrinho ou a madrinha deve ter idade acima de 16 anos, ter recebido os sacramentos de iniciação cristã (isto é: ser batizado, crismado e ter recebido a Eucaristia), pertencer a Igreja Católica e ter uma vida de acordo com a fé e o encargo que irá assumir.

O ministro ordinário a administrar este sacramento é o Bispo, mas pode associar a si algum presbítero que administre também este sacramento, em caso de grave necessidade.