Ordem

O Sacramento da Ordem

O sacramento da Ordem perpetua a missão confiada por Cristo aos seus Apóstolos de levar o Evangelho a todos os povos, até ao fim dos tempos.

Todas as imagens do sacerdócio na Antiga Aliança são prefigurações do sacerdócio de Jesus Cristo “único mediador entre Deus e os homens” (1Tm 2,5), único “Sumo-Sacerdote segundo a ordem de Melquisedec” (Hb 5,10; 6,20), que “com uma única oblação, tornou perfeitos para sempre os que foram santificados’ (Hb 10,14), isto é, pelo único sacrifício da sua cruz. Cristo, sumo sacerdote e único mediador, fez da Igreja um reino de sacerdotes para Deus seu Pai.

Toda a comunidade dos fiéis, pelo batismo como tal, é uma comunidade sacerdotal. No entanto, como dito por São Tomás de Aquino, o único sacerdócio de Cristo é tornado presente pelo sacerdócio ministerial: “Só Cristo é o verdadeiro sacerdote, os outros são seus ministros”. Assim sendo, os seus ministros ordenados agem in persona Christi Capitis na pessoa de Cristo Cabeça. “É o mesmo Sacerdote, Jesus Cristo, de quem realmente o ministro faz as vezes. Se realmente o ministro é assimilado ao Sumo-Sacerdote, em virtude da consagração sacerdotal que recebeu, goza do direito de agir pelo poder do próprio Cristo que representa” (CIC 1548).

Este Ministério está dividido em três graus: Epíscopos (Bispos), Presbíteros (Padres) e Diáconos.

O bispo, ao qual é confiada uma Igreja particular (uma diocese), é o princípio visível e o fundamento da unidade dessa Igreja, a favor da qual exerce, como vigário de Cristo, o ministério pastoral, coadjuvado pelos presbíteros e diáconos.

O presbítero é assinalado com um caráter espiritual indelével, configurando-o a Cristo sacerdote e tornado capaz de agir em nome de Cristo Cabeça. Sendo cooperador da Ordem episcopal, ele é consagrado para pregar o Evangelho, para celebrar o culto divino, sobretudo a Eucaristia, da qual o seu ministério recebe a força, e para ser o pastor dos fiéis.

O diácono, configurado a Cristo servo de todos, é ordenado para o serviço da Igreja sob a autoridade do Bispo, em relação ao ministério da Palavra, do culto divino, da condução pastoral e da caridade.

Para cada um dos três graus, o sacramento da Ordem é conferido pela imposição das mãos sobre a cabeça do ordinando por parte do bispo, que pronuncia a solene oração consecratória. Com ela, o bispo invoca de Deus, para o ordinando, a especial efusão do Espírito Santo e dos seus dons, em ordem ao ministério. Cabe recordar que o sacramento, assim como o Batismo e a Crisma, é um sacramento que concede a quem o recebe uma marca indelével, ou seja, uma vez recebido não pode ser repetido ou anulado e nem conferida por um tempo limitado.

Também é necessário lembrar que só o batizado de sexo masculino pode receber este sacramento validamente: a Igreja reconhece-se vinculada a esta escolha feita pelo próprio Senhor. Por fim, ninguém pode exigir a recepção do sacramento da Ordem, mas deve ser considerado apto para o ministério pela autoridade da Igreja.